quarta-feira, 17 de outubro de 2012

6.º parque nacional no Paraná

  Após vários anos de levantamentos, a criação do Parque Nacional Guaricana, o sexto parque nacional do estado, entra em fase final, restando apenas as assinaturas que o formalizam.  A faixa do tamanho de Curitiba, localizada na Serra do Mar, apresenta um estado de conservação surpreendente, com registros de grandes felinos e a possibilidade de ocorrência de espécies raras do insetos e outros invertebrados.
  A área é alvo de pessoas e empresas que, ilegalmente exploram a extração de palmito e outras espécies, degradando esta, que pode ser uma das últimas áreas com potencial de preservação efetivo na Serra do Mar. 
  A implantação do parque tem passado por vários empecilhos.  Dentre os quais estão manifestações populares e abaixo-assinados de moradores e produtores da região, que afirmam não terem sido consultados nem terem participado do processo de investigação e estudo da área, o que não levaria em conta o aspecto social; além do suposto interesse do Ministério de Minas e Energia na liberação de três pequenas centrais hidrelétricas.
  A área tem potencial para uso público, uma vez que o turismo é liberado em parte das áreas dos parques nacionais. Tal fato é facilitado pela localização da área, entre as BR's 277 e 376, e por ter atrações como uma vista privilegiada, paredões de escalada e uma trilha semelhante ao Caminho do Itupava. 
  Segundo o engenheiro agrônomo Emerson de Oliveira, em entrevista à Gazeta do Povo,  “É uma das últimas oportunidades de criar uma área de Mata Atlântica desse tamanho”.




Fontes: 
http://www.gazetadopovo.com.br/
http://www.altamontanha.com/
http://www.guaratuba.pr.gov.br/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Entomologia Florestal: visão histórica e novos horizontes



Muitos engenheiros florestais que trabalham na área entomológica sabem das dificuldades do ramo. Poucos pesquisadores dedicam-se a esses estudos, o que causa escassez de informações precisas sobre as espécies pragas e suas interações com o ambiente em que estão inseridas. Algumas culturas têm sua entomofauna amplamente descrita, porém, muitas espécies de importância ambiental não têm o mesmo nível de pesquisa.
Um artigo realizado por pesquisadores e alunos do Programa de Pós-graduação em Entomologia da UFPR focou na solução deste problema. Um trabalho, que se iniciou como um levantamento bibliográfico dos registros de Lepidoptera em espécies de interesse florestal entre os anos de 1896 e 2010, gerou uma revisão histórica comparando a presença de pragas e hospedeiros ao longo do tempo, associando-os a fatos importantes para a história florestal no Brasil.
O artigo possui ainda listas com os registros das interações mais freqüentemente encontradas nesse período, separados por espécie florestal e por espécie de Lepidoptera.




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Dendrocronologia com Raio-X


        A dendrocronologia é uma ferramenta interessante quando se trata da reconstituição de idades e incrementos de árvores, com esta ferramenta podem ser feitos laudos e perícias para a avaliação do verdadeiro crescimento de determinadas espécies através dos anos, ou identificar possíveis causas de doenças, que apresentam reflexos no lenho, identificar períodos de desbastes e crescimento ou supressão do crescimento em função da alta densidade de indivíduos, mas tudo isso é possível e viável quando temos algumas condições.
A principal é a visibilidade, ou seja, os anéis devem estar viseis de alguma maneira para contagem e mensuração, seja pelo polimento da superfície pelo uso de lixas que pelo processo de abrasão tornam a superfície lisa e evidenciam os anéis de crescimento, seja pelo processo de uso de corantes, que contrastam com os anéis primaveris e outonais e pela diferença entre os dois, ou pelo o uso dos dois métodos
Mas e quando o disco esta irreconhecível? Ou esta em um processo avançado de decomposição? Se empregar os métodos acima, a probabilidade de completo dano ao material é muito grande. Para isso foi empregado um uso não convencional de análise, que acabou se justificando, o uso de Raio-X. 
Os Raios-X obtiveram um contraste com os anéis de crescimento permitindo a distinção entre Observando as imagens provenientes do Raio-X é possível notar que as diferenças entre os anéis de crescimento são ressaltas devido as diferentes densidades que os anéis primaveris e outonais possuem, sendo que o primeiro apresenta menor densidade e o segundo maior densidade. A limitação desta técnica encontra-se também na necessidade de se ter material lenhoso em todo o disco, fato que não foi possível em pelo menos dois dos três discos encaminhados, pois a diferença de densidade da madeira é que resulta no contraste necessário para a limitação dos anéis de crescimento e a certeza de sua continuidade, evitando dessa forma a interpretação errônea de falsos anéis de crescimento, o que influencia diretamente na idade das árvores destinadas a esta análise.
No disco que foi possível obter boas imagens de Raios-X, foram traçados quatro raios e realizou-se a contagem dos anéis de crescimento, que para o gênero Pinus representam um ano de vida (alternância entre anéis primaveris e outonais). Desta forma, com base na contagem dos anéis de crescimento dos quatro raios, retirou-se a média entre os mesmos e definiu-se a idade do indivíduo. A técnica dos quatro raios é bastante usual quando se precisa determinar a idade das árvores principalmente para gêneros e espécies que apresentam diferenciação no lenho outonal e primaveril. 
Raios-X de Pinus

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pesquisa em Biomassa e Carbono

Salve meus caros, semana passada estava em Guarapuava, aqui no Paraná, pois no momento participo como consultor em um projeto aqui pela UFPR e nessa semana estava incumbido de entrevistar o Professor Luciano Farinha Watzlawick.

Professor Dr. Luciano Farinha Watzlawick em sua sala no campus CEDETEG da Unicentro

Biblioteca do CEDETEG

Sala do Prof. Farinha no CEDETEG

Portão de Entrada da Unicentro


O Professor Farinha, como é conhecido no meio academico, possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (1996), mestrado em Sensoriamento Remoto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (2003). Atualmente é bolsista de pós-doutorado da Universidade Federal de Santa Maria e professor adjunto d da Universidade Estadual do Centro-Oeste. Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Manejo Florestal, atuando principalmente nos seguintes temas: floresta ombrófila mista, floresta com araucária, sensoriamento remoto, biomassa e fitossociologia (Fonte: Base de dados Lattes), atualmente também é o Vice coordenador do curso de Pós-graduação em Ciências Agrárias e Ambientais (SEAA), do curso de agronomia da Unicentro.
Nessa nossa conversa, o assunto tratado foi justamente o Status dos trabalhos de quantificação de Biomassa e Carbono na Floresta Ombrófila Mista no estado do Paraná. a conversa foi bastante rica de informações, pois nos dão luz as novas metodologias de estudo e como andam as pesquisas nesta área.
na volta dessa viagem fiz minhas reflexões e podemos observar que ainda existe um vácuo de informações, que são básicas para o aprimoramento de estudos, conhecimento da fisionomia vegetal, e norteamento do projetos, o fato fica cada vez mais claro quando são feitas buscas, pois ainda hoje não existe uma base de dados que seja confiável e que esteja completamente disponivel.